15 Dicas sobre finanças pessoais

Como você cuida hoje das suas finanças pessoais? Seja qual for a resposta, terminando o mês no vermelho ou no azul, sempre dá para melhorar a sua relação com o dinheiro.

Finanças pessoais é o nome que se dá a tudo o que se relaciona ao âmbito financeiro de uma pessoa física, aplicando os mesmos conceitos financeiros usados em uma empresa.

Isso quer dizer que, em suas finanças pessoais, você vai ouvir falar de orçamento, planejamento e fluxo de caixa, entre outras tarefas que fazem parte desse importante aspecto da sua vida.

Neste texto, vamos tratar de temas relacionados às suas finanças pessoais, de forma que conheça os segredos que diferenciam os milionários da grande maioria das pessoas quando o assunto é dinheiro.

Você não entende por que “as contas nunca fecham”? Nunca “sobra” dinheiro para investir? Você está sempre no vermelho? Seu patrimônio parece que nunca sai do lugar? Agora, chegou a hora de entender como cuidar de suas finanças pessoais é fundamental para tudo isso.

O que é gestão de finanças pessoais?

Quando falamos em gestão de finanças pessoais, estamos nos referindo a todas as ações de planejamento e controle do seu orçamento doméstico.

Ela está presente desde as mínimas escolhas, como a marca de papel higiênico até as grandes decisões, como na hora de decidir financiar um veículo ou imóvel.

São essas pequenas e grandes decisões que, juntas, compõe o seu orçamento e determinam a sua situação financeira. Tudo parte do planejamento, que é o que estabelece metas e assegura que você vai trabalhar no sentido de conquistar os seus sonhos.

Na hora de planejar, é importante ser realista quanto ao valor da sua renda e suas expectativas de ganhos para os próximos meses. Os gastos também devem estar de acordo com a realidade, sempre estipulando um valor que corresponde à realidade da sua média de despesas atual, e não uma meta do que você gostaria de estar gastando.

No fim, o objetivo é ter o seu orçamento mais organizado e uma situação financeira mais estável para lidar com crises, imprevistos e emergências.

Por que é importante entender tudo sobre finanças pessoais?

Entender de finanças pessoais é tão básico e fundamental como saber o caminho de casa, usar a internet ou o telefone. O dinheiro é parte integrante de nossas vidas, sem o qual não podemos ter acesso a praticamente nada: do básico ao lazer.

Quem não entende de finanças pessoais é refém de um sistema criado para manter as pessoas endividadas e sem capacidade de investimento.  Não pense você que quem dirige um carro caro, mora em uma casa grande em local nobre e tem hábitos luxuosos, entende de finanças pessoais ou mesmo é rico.

Em verdade, esses são fortes indícios de endividamento e total inaptidão em finanças pessoais. Muitas vezes essas pessoas que “aparentam ser”, são altamente endividadas em prol de “manter uma imagem” que, caso se dedicassem às suas finanças pessoais, perceberiam que está em desacordo com sua realidade financeira.

O conhecimento de finanças pessoais lhe permitirá um círculo virtuoso que começa no cuidado com seu orçamento e autoconhecimento financeiro, para culminar em investimento e enriquecimento pessoal.

Quais são os benefícios em cuidar bem das suas finanças pessoais?

O principal benefício de quem cuida bem de suas economias está no maior conforto e segurança no orçamento.

Quem se organiza bem consegue identificar facilmente os desperdícios e apontar gastos que podem ser cortados para garantir uma folga na hora de fechar as contas do mês, poupar e investir.

Além de saber exatamente para onde está indo o seu dinheiro, você evita acabar caindo em fontes de crédito caro, que te prendem com juros abusivos. No final, quem cuida bem de suas finanças vive uma vida mais tranquila e com menos pressão, pois está preparado para lidar com os imprevistos.

Gaste Menos Do Que Você Ganha

Você notou que falamos em “orçamento” e “autoconhecimento financeiro”? Parece óbvio, mas tudo isso começa em “conhecer-se financeiramente“. Acredite ou não, muitas pessoas sequer têm o costume de olhar o extrato de sua conta bancária – e se é assim, como conhecer suas finanças pessoais?

 

Por isso, nunca é demais dizer: o básico é o mais importante.

 

Comece criando o hábito de olhar para seu extrato com frequência, identificando exatamente quanto entra e quanto sai, para chegar no ponto crucial das finanças pessoais: gastar menos do que você ganha.

 

É elementar, não é? Mas muita gente não consegue. Pior ainda: o desconhecimento das finanças pessoais é tão grande que, acredite, existe quem pense que gasta menos, quando na verdade gasta mais.

Como isso é possível? Mecanismos de crédito, com parcelamentos supostamente sem juros, que “criam sensação de poder de compra“, sem que de fato haja.

 

E como a dívida é constantemente “rolada”, cria-se a falsa sensação de adimplência, afinal, a conta está no azul. Porém, o acúmulo de parcelas e juros, em algum momento, trará a realidade à tona, de modo que será muito difícil reverter a situação. E toda essa problemática converge, novamente, para um mesmo ponto: falta de conhecimento e de interesse por finanças pessoais.

 

A partir do momento em que se adquire o conhecimento básico, de modo que suas finanças pessoais sejam parte integrante de sua rotina, fica muito mais simples a tarefa de gastar menos do que se ganha e, por consequência, investir essa diferença.

 

Monitore Os Gastos (Como Controlar Suas Finanças)

 

Falamos de “gastar menos do que se ganha”, não é? Pois saiba que alcançar isso passa pelo controle de seus gastos. E, como você não pode controlar o que não vê, é fundamental que passe a anotar cada despesa que realiza.

 

Nesse instante, pouco importa se fará isso através de um aplicativo, uma planilha ou usando um caderno. O importante é que faça, para que conheça exatamente como está gastando seu dinheiro, possa identificar possíveis desperdícios e tenha suas finanças pessoais sob controle.

 

E ao identificá-los (os desperdícios), corte sem dó. Assim, você vai aprender como controlar suas finanças.

 

Você assina 400 canais de TV, mas só assiste 2? Cancele!

Contrata 600 minutos de voz de celular, mas só usa o WhatsApp? Mude para um plano mais barato.

IMPORTANTE: Não existe nenhum gasto que não possa ser revisto, nem mesmo moradia.

 

Fundamental mesmo é ter as contas em dia, poder investir, para viver melhor. Esse é o papel fundamental do bom cuidado com as finanças pessoais.

Ao passar a monitorar suas finanças pessoais, você perceberá em pouco tempo uma mudança significativa em seus hábitos e, por consequência, verá os frutos desse esforço em forma de poupança e investimentos.

 

Vamos então à 15 dicas sobre finanças pessoais:

 

1. Transforme Sua Vida Financeira Com a Regra Dos 50-15-35

Você já ouviu falar desta regra? Bem, ela é bastante simples. Consiste em aplicar uma métrica na ideia que repetimos sempre: objetivos e metas.

 

O conceito é simples: dividir seu orçamento em três percentuais para onde sua renda deverá ser direcionada (ou 3 limites para seus gastos):

50% para gastos essenciais
15% para prioridades financeiras
35% para estilo de vida.

Isso significa dizer que, tudo o que é básico e fundamental, não deverá superar 50% do seu orçamento: moradia, contas de consumo, educação e assim por diante. Em seguida, as prioridades financeiras devem se limitar a 15% do seu orçamento. Se você está endividado, essa é a parcela que deverá ser canalizada para o pagamento desses compromissos.

 

Do contrário, esse percentual deve ser destinado à poupança e construção de patrimônio.

 

Seguindo os dois parâmetros anteriores, você conseguirá 35% do seu orçamento para gastar com coisas que gosta e trazem sentido para sua vida: passeios, hobbies, restaurantes e tudo mais que te define e te motiva.

 

Sem essas coisas, as finanças pessoais ficam comprometidas, pois a vida perde, literalmente, a graça. Cuidado, portanto, em rotular como “supérfluo” as coisas que lhe trazem alegria.

 

2. Renegocie suas dívidas

 

Quem quer organizar suas finanças pessoais para sair das dívidas precisa começar renegociando os valores devidos.

Esse momento é essencial para você compreender o montante que precisa pagar – informação que deve guiar o restante do seu planejamento financeiro.
Além disso, ao renegociar, você muitas vezes consegue frear a incidência dos juros que aumentam a sua dívida.

 

3. Faça um planejamento financeiro pessoal

Muita gente pensa que o planejamento financeiro pessoal é um bicho de sete cabeças. Mas não é. Aliás, o grande segredo é ser simples e funcional. A base de qualquer planejamento é simplesmente definir prazos e metas.

 

Em resumo: é saber o que se quer, quando se quer, para poder planejar como vai chegar lá.

 

4. Monte uma planilha de gastos mensais

Finanças pessoais não são nada sem controle. Então, que tal começar a fazer sua planilha de gastos mensais? Melhor ainda: existem muitas planilhas prontas para você começar agora mesmo.

 

5. Junte uma reserva de emergência

Outro ponto importante para sair das dívidas é montar a sua reserva de emergência. Estipule um valor e vá guardando aos poucos até atingir um valor substancial.

Ao poupar uma boa quantia, você garante que não precisará recorrer ao crédito caro em momentos de crise.

E claro, o dinheiro economizado não deve ficar parado em uma gaveta ou aplicado na caderneta de poupança. Para proteger a sua reserva de emergência da desvalorização, é importante procurar alternativas de investimento que apresentem uma rentabilidade acima da inflação. Assim, você protege seu patrimônio e garante que terá um capital guardado para te auxiliar em momentos de crise.

 

6. Aprenda contabilidade com os ricos

Ricos não são ricos à toa. Uma das principais coisas que os diferencia das demais pessoas do mundo é a atenção incrível que dão às suas finanças pessoais.

E como conhecimento significa poder, sabem o suficiente de cada aspecto que envolve seu dinheiro. E um dos aspectos mais importantes, ignorado pela maioria das pessoas que não conseguem enriquecer, é a “contabilidade”.

 

É preciso entender os fundamentos contábeis para poder contratar um bom contador e evitar, assim, perder dinheiro. Não estamos falando de nada ilegal, muito pelo contrário. As pessoas ricas conhecem a contabilidade de forma a evitar tributos e impostos desnecessários, dinheiro esse que em suas mãos, só faz crescer seu patrimônio.

 

Note que, toda vez que ler uma biografia de um milionário, parte de seus segredos sempre passará por uma contabilidade impecável e conhecimento tributário.

 

O segredo de quem tem: jamais perder dinheiro quando isso puder ser evitado.

 

7. Utilize a tecnologia a seu favor

Achou a planilha financeira um pouco trabalhosa? Ainda bem que existem empresas desenvolvendo aplicativos financeiros para facilitar a sua vida. Os apps de controle financeiro são os melhores amigos de suas finanças pessoais.

 

A grande vantagem, além da simplicidade no uso, é a mobilidade. Como a maioria tem a versão para smartphone, você poderá lançar suas despesas no ato, sem esperar chegar em casa, correndo o risco de esquecer.

 

Há ainda aplicativos que se conectam às suas contas correntes, realizando os lançamentos de forma automática. A você caberá apenas criar categorias para cada despesa, como “moradia”, “transporte”, “educação”, para citar alguns exemplos e definir metas (ou limites) para seus gastos.

 

8. Poupe parte do seu dinheiro e invista (mesmo ganhando pouco)

 

Ganhar pouco não é desculpa para não poupar. Lembra a regra dos 50-15-35? Ela cabe em qualquer orçamento. O grande segredo das finanças pessoais não é ficar tentando adaptar seus ganhos à sua vida, mas adaptar sua vida aos seus ganhos.

 

Esforce-se, assim, para conseguir separar 15% do que ganha para poupar e, por consequência, investir. Esqueça esse dinheiro e condicione-se a viver com os 85% restantes e adapte sua vida a eles.

 

Assim, com disciplina e paciência, você verá seu patrimônio crescer.

 

9. Aprenda como economizar dinheiro

A economia de dinheiro é parte importante das finanças pessoais, por isso, falamos tanto sobre esse assunto. E, por mais óbvio que pareça, economizar vem de cortar desperdícios – tão simples quanto isso.

E, após começar a fazer o controle dos seus gastos, ficará muito fácil identificá-los. De forma resumida: desperdício de dinheiro é tudo aquilo que você paga mas não usa, ou, o gasto para o qual (caso use) haveria opção mais barata.

 

Alguns exemplos práticos:

TV por assinatura: se você não usa, cancele

Telefonia: veja se seus planos estão adequados ao seu consumo. Sempre é possível gastar menos

Assinaturas em geral: o brasileiro é conhecido por assinar um monte de coisas e não cancelar. Seja o serviço de streaming de música ou aquela revista que nunca lê, cancele tudo e só pague aquilo que efetivamente usa.

Seja a academia que não vai, ou um carro que fica na garagem e não usa, vale o mesmo raciocínio: só cortando os desperdícios você poderá poupar e ver seu patrimônio crescer.

 

10. Pare de perder dinheiro com a poupança

O rendimento da poupança é tão baixo que, muitas vezes, sequer cobre as perdas promovidas pela inflação acumulada. Ou seja, ao manter dinheiro na poupança, você vê ele perder valor em vez de aumentar seu patrimônio.
Busque alternativas, pesquise, estude…

11. Saia dos bancos tradicionais e invista melhor

Boas práticas em finanças pessoais passam por escolher parceiros que te ofereçam melhores oportunidades a custos menores.
Escolha bancos alternativos que tenham rendimentos melhores e com custo baixo ou zero. Pesquise por corretoras de valores para fazer bons investimentos.

12. Aprenda e ensine sua família sobre finanças pessoais

Quando vivemos em família, é fundamental que todos se engajem em torno dos objetivos comuns da casa. E, com finanças pessoais, não é diferente: se todos estiverem em sintonia, os resultados serão muito melhores.

Por isso, é importante criar uma dinâmica familiar, com um momento para que os assuntos finanças pessoais e familiares sejam abordados.

Defina um dia do mês, crie um ritual e assuma esse compromisso. É importante que seja um momento sério, mas gostoso. E que, ao longo do tempo, todos possam comemorar juntos as conquistas e encarar os desafios.

É claro que, se tiver filhos muito pequenos, é preciso esperar que tenham idade e discernimento para participar desse momento. Sempre haverá algo a ensinar e aprender.

Estimule todos a fazerem pesquisas e trazer assuntos novos a cada encontro sobre finanças pessoais. Logo, perceberá os benefícios do aprendizado conjunto, bem com a determinação em construir um futuro sólido de forma participativa.

 

13. Aposente o cartão de crédito

Embora o cartão de crédito não seja inimigo de ninguém (pelo contrário, o único inimigo, do ponto de vista financeiro que temos, somos nós mesmos), não podemos negar que é uma ferramenta que pode levar a problemas financeiros.

Existe uma “armadilha psicológica” no uso do cartão que é o fato de você “não ver” o dinheiro sendo gasto de fato. Isso causa uma falsa sensação de “não ter gasto”, sobretudo quando há saldo positivo na conta corrente (esquecendo que você já gastou aquele dinheiro no cartão).

Quando você passa a usar “dinheiro vivo” ou mesmo “cartão de débito”, está se valendo de uma ferramenta poderosa das finanças pessoais. E acredite: ela inibe o consumo por impulso e, pela “dificuldade” de ver o dinheiro indo embora, fará com que você gaste menos.

14. Não escute o gerente do seu banco

Como já falamos antes, bancos não estão interessados em nada além do próprio lucro. E o gerente, como funcionário do banco, por mais que fale o contrário, atende os interesses da instituição e não do cliente.

Desse modo, ele te oferecerá uma série de produtos cujo único beneficiado é o banco, como por exemplo, títulos de capitalização, que é um produto que possui rendimento praticamente zero, com a promessa de sortear prêmios.

Em finanças pessoais, títulos como esse são o suicídio financeiro.  Esse foi apenas um dos muitos exemplos que podem ser dados. Por isso, seja o que seu gerente lhe oferecer, pesquise, se informe e faça escolhas mais inteligentes.

15. Como cuidar das finanças pessoais em tempo de crise?

Durante a crise, as incertezas aumentam a dificuldade de se organizar e cuidar de suas finanças pessoais. Mas isso não significa que tudo está perdido.

O período exige cautela redobrada para garantir que você não está fazendo um mau investimento ou se comprometendo com um financiamento caro demais.

Para passar ileso pela crise, o ideal é evitar adquirir novas dívidas de modo geral. O momento de retração econômica exige uma disciplina ainda maior nas finanças para cortar os gastos e poupar o máximo possível. Só assim você vai conseguir passar pela crise sem comprometer seu patrimônio.

Conclusão

Embora finanças pessoais seja uma disciplina ampla, no final, alguns pontos fundamentais convergem para as boas práticas, que levam à construção de riqueza e à sua tranquilidade e da sua família.

Desde começar a controlar suas despesas, cortar desperdícios, gastar menos do que ganha e poupar, até o ponto de começar a investir, todas essas atitudes simples dentro das finanças pessoais, levam à tão sonhada independência financeira.

E, mesmo sendo simples, saiba que apenas uma pequena parcela da população se esforça para colocá-las em prática e, por isso, tão poucas pessoas tem suas finanças pessoais em ordem.